Hipnose no Controlo da Dor

Intervenções cirúrgicas sob o efeito da hipnose já se encontram documentadas desde o início do século XIX. A hipnose serviria como anestésico em operações delicadas como amputações de membros e intervenções dentárias.

Com o avanço da medicina e da farmacêutica, a hipnose foi sendo preterida e substituída pelos novos fármacos cada vez mais sofisticados.
Contudo, hoje em dia e, desde que ganhou novo relevo a partir dos anos 50, a hipnose tem tido alguma proeminência em sistemas de saúde de diversos países, como os EUA, Inglaterra, Bélgica, Suíça ou França, entre outros. O uso desta técnica em obstetrícia e em cirurgias dentárias tem também ganho adeptos.

De que forma se poderá utilizar esta abordagem para gerir a dor?
A dor não tem necessariamente que desaparecer mas pode ser transformada ou direccionada para outra parte do corpo onde seja mais fácil suportá-la.
A manipulação da dor pode efectuar-se através de diversos métodos, sendo dois deles o relaxamento e a visualização.

Eficácia
Diversos estudos efectuados revelam que a hipnose pode ser eficaz na diminuição da medicação para a dor, na diminuição de complicações associadas a procedimentos cirúrgicos e na aceleração do tempo de convalescença.
Nem todos os pacientes seriam indicados para se submeterem a procedimentos cirúrgicos de algum calibre, mas uma grande parte poderia estar apto a se submeter a tratamentos mais “suaves” sob influência da hipnose. Isto porque a capacidade de ser hipnotizado (hipnotizabilidade) é importante na alteração do estímulo da dor.

Contudo, não esqueçamos que todo o pré e pós operatório pode ser amenizado através do uso da hipnose, estando comprovado que para além de ajudar no controlo da dor, a hipnose pode ser eficaz na gestão do stress e na aceleração da recuperação pós operatória.